Pronomes

Pronomes são palavras usadas pra substituir outras palavras ou elementos da ideia a ser passada. Então a primeira coisa que eu peço é: lembra disso!

Pronome é palavra.

Neste post veremos os tipos de da Língua Portuguesa.

Pronomes Pessoais

São palavras usadas pra representar pessoas. Eles são divididos em dois grandes grupos: os retos e os oblíquos. Eu particularmente odeio estes nomes, porque acho que eles não ajudam em nada o aluno a aprender qual é qual. Então eu pego emprestado meu conhecimento de inglês para facilitar a explicação, porque os nomes destes pronomes em inglês deixam claro quais são suas funções: o pronome reto em inglês é chamado de subject pronoun, ou pronome sujeito; já o pronome oblíquo em inglês é o object pronoun, ou pronome objeto. Ou seja, o pronome reto só pode ser usado como sujeito da frase, enquanto o pronome oblíquo vai aparecer sempre como objeto da frase.

A forma tradicional de se ensinar estes pronomes é mostrar aquela famosa tabelinha:

PESSOAS RETOS OBLÍQUOS
1ªPS Eu me, mim, comigo
2ªPS Tu te, ti, contigo
3ªPS Ele/Ela o, a, lhe, se, si, consigo
1ªPP Nós nos, conosco
2ªPP Vós vos, convosco
3ªPP Eles/Elas os, as, lhes, se, si, consigo

Repare que existe uma relação direta entre o uso dos pronomes retos, ou sujeitos, e os oblíquos, ou objetos.

Observa essa frase:

“Ela me contou a verdade” também poderia ser escrita “ela contou a verdade para mim”.

Ela é o sujeito da frase, quem contou. Já eu sou o objeto da frase, para quem ela contou. Por isso, ao invés de eu, foram usados o me ou o mim. 

Se a gente inverter as pessoas desta frase, ela vai ficar:

“Eu contei-lhe a verdade” ou “eu contei a verdade para ela”.

Aqui uma coisa precisa ficar clara: quando se trata de norma culta, de escrita séria, profissional, nas terceiras pessoas, tanto do singular quanto do plural, a gente só pode usar “ele, ela, eles ou elas” em objetos indiretos, ou seja, aqueles acompanhados de preposição, como é o caso do exemplo. Como objeto direto esse uso vai ser considerado erro. A frase “ela me acordou” com as pessoas invertidas ficaria “eu a acordei”, nunca “eu acordei ela.”

Na norma culta! No dia a dia, na fala, não há o menor problema.

Outra observação sobre as mesmas pessoas é que, enquanto os pronomes o, a, os e as são usados em objetos diretos, lhe e lhes são usados como objetos indiretos, como na frase “quando eu os vi no shopping, eu lhes dei tchau.”


 

Pronomes Possessivos

São as palavras que indicam posse, ou seja, de quem é o objeto a ele ligado. Aqui é importante entender que o pronome vai ter variações na concordância, às vezes concordando com a pessoa, às vezes com o objeto de posse, com aquilo que é da pessoa.

Para a primeira pessoa do singular, o eu, a gente tem duas variações singulares, meu e minha, e seus plurais, meus e minhas:

Meu carro, minha casa, meus amigos, minhas histórias.

Para a segunda pessoa, o tu, vai rolar a mesma variação: teu, tua, teus e tuas.

Já para ele, a forma masculina da terceira pessoa, vai existir a opção dele, não rolando concordância com o objeto:

O carro dele, a casa dele, os amigos dele, as histórias dele.

O mesmo vai valer pra ela, a forma feminina, vai ter a opção dela.

Ainda existem para a terceira pessoa do singular as variações seu, sua, seus e suas, mas o uso deles é complicado, porque pode gerar ambiguidade. Falarei mais sobre isto no fim do post.

Voltando pro primeira pessoa, desta vez do plural, a gente tem as variações singulares nosso e nossa, e as plurais nossos e nossas. O mesmo vale para vosso e vossa, que hoje em dia entraram em extinção na nossa língua. Por fim, assim como no singular, a terceira pessoa do plural vai concordar com a pessoa, sendo deles pra pessoa eles, ou delas pra pessoa elas.

O carro delas, a casa delas, os amigos delas, as histórias delas.

Assim como no singular, para a terceira pessoa do plural também existem as variações seu, sua, seus e suas.

Aqui cabe ressaltar que essa é a lista formal de pronomes possessivos. Mas, como hoje em dia, de uma maneira geral, o tu e o vós são frequentemente substituídos por você e vocês, os pronomes possessivos acabaram dando uma bagunçada. Isto acontece porque você e vocês são pronomes de tratamento, palavras usadas para tratar as pessoas, para falar com elas. E, como todo pronome de tratamento, apesar de geralmente se direcionarem à segunda pessoa, tudo o que se relaciona a eles se baseia na terceira pessoa. Por isso “tu sabes” vira “você sabe”, “vós sois” vira “vocês são”, e por aí vai.

E qual é o problema disto?

O problema é que, como os possessivos acabam também sendo de terceira pessoa, caso a frase não seja bem pensada, pode gerar uma ambiguidade. Imagina o seguinte diálogo entre Pedro e Paulo:

– Lá vem o joão com a sua mochila.
– Onde?
– Ali, ó.

Faço a pergunta: de quem é a mochila? Do João ou de Paulo?

Como “sua” serve tanto para você quanto pra ele, esta frase fica ambígua, com duas possibilidades de sentido.

Para que isso não aconteça, é bom, sempre que possível, usar “dele” ou “dela” ao invés de “seu” ou “sua”:

“Lá vem o joão com a mochila dele.”

Assim não existe confusão.



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