Verbos

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Hoje eu vou falar sobre a base de toda ideia expressa em língua portuguesa: o verbo. É ele quem geralmente vai passar a ideia da frase, dizer quem são seus atores, identificar os termos. É o verbo quem indica se a mensagem já aconteceu, está acontecendo ou ainda vai acontecer. É o verbo quem vai estabelecer a hipótese, ou dar ordens. Enfim, é o verbo quem vai dar corpo as frases da nossa língua.

O verbo expressa uma ação, um evento, um estado ou um fenômeno. Podemos dividir os verbos de várias formas diferentes:

Em 3 conjugações, dependendo da sua vogal temática. Os verbos da Primeira Conjugação são aqueles que no infinitivo terminam em “ar”. Esta conjugação é a que engloba mais verbos, principalmente pelo fato de receber praticamente todos os novos verbos criados, como “deletar”, “escanear”, “printar”, entre outros. A Segunda Conjugação traz os verbos com infinitivo terminado em “er”, e a Terceira Conjugação tem os verbos terminados em “ir”. Ainda existem verbos terminados em “or”, mas estes se enquadram na segunda conjugação, por motivos de evolução da língua.

Essas terminações vão determinar como os verbos vão ser conjugados, ou seja, como eles vão se flexionar de acordo com o sujeito das frases, desde que eles sejam verbos regulares, obedecendo as regras de conjugação. Por exemplo: todos os verbos regulares da primeira conjugação, quando no Pretérito Perfeito, terão sua primeira pessoa do singular terminada em “ei”, enquanto os da segunda conjugação terminarão em “i”.

Se a gente levar em conta a intenção da mensagem, a gente pode dividir os verbos em três modos: o Indicativo em geral expressa fatos presentes, passados ou futuros, ou seja, você fala de algo que aconteceu, que acontece ou que vai acontecer – a exceção do Futuro do Pretérito, que cria uma hipótese a partir de um fato que poderia ter sido diferente; o Imperativo é usado pra dar uma ordem ou fazer um pedido; e o Subjuntivo expressa incerteza ou ideias condicionais.

Por fim, a gente ainda pode dividir os verbos em tempos, de acordo com o momento de acontecimento da mensagem. O tempo Presente expressa a rotina, algo cotidiano, não necessariamente imediato ou instantâneo, mas que acontece atualmente; o Futuro expressa algo que ainda vai acontecer; os tempos Passados, ou Pretéritos, indicam algo que já aconteceu; e o Futuro do Pretérito, como já foi dito antes, mostra uma hipótese do que poderia ter acontecido caso os eventos apresentassem resultados diferentes.

Os verbos ainda apresentam formas nominais, que fazem com que eles assumam outras funções na frase, como substantivo ou adjetivo. O Infinitivo é o próprio nome do verbo. Ele permite que o verbo seja usado como substantivo nas frases. O Particípio pode ser usado como adjetivo nas frases. Ele pode terminar com ado ou ido, e ainda ter formas irregulares. E o Gerúndio, reconhecido pela terminação “ndo”, geralmente traz para a frase a ideia de continuidade.

Ainda existem as Locuções Verbais, que são construções formadas por mais de um verbo, mas que passam uma única mensagem. Muitas vezes, elas podem ser trocadas por um único verbo, mas seu uso popular acaba por tornar elas o padrão na oralidade. Um exemplo disto é a locução “tinha feito”, que poderia ser trocada sempre por “fizera”, sem prejuízo de sentido.

Um abraço!



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